segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ZÉLIA DUNCAN - Pelo Sabor Do Gesto | Em Cena

Sem grandes efeitos visuais, mas com muito bom gosto e música da melhor qualidade. Assim é o novo DVD de Zélia Duncan, "Pelo Sabor do Gesto | Em cena". Tendo o CD homônimo como base, o disco, gravado no Teatro Municipal de Niterói, sob direção da atriz Ana Beatriz Nogueira, marca os 30 anos de carreira da cantora e mostra uma artista em constante evolução.
Um dos pontos altos do álbum é a interpretação de "Todos Os Verbos", em que Zélia apresenta em liguagem de sinais a letra da música, mostrando que também é possível "ouvir" uma canção através dos olhos.
Além das faixas do CD homônimo ao DVD, o disco ainda traz o sucesso "Por Isso Corro Demais", de Roberto e Erasmo Carlos. Do repertório de hits da niteroiense vêm "Flores" e "Catedral".
Para os fãs não reclamarem da falta de novidades, Zélia mostra um leque de novas e boas músicas. Em "O Tom do Amor" ela conta com a participação de Christiaan Oyens (tocando weissenborn, um tipo de violão havaiano) e Moska. Outra inédita é "Borboleta", com Marcelo Jeneci.
Nos extras, a cantora fala um pouco de suas três décadas de carreira e de sua relação com a música. Mais chique impossível!
FONTE: Jornal Extra, segunda-feira, 29 de agosto de 2011;

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

JAY VAQUER - Umbigobunker?!

Jay Vaquer não começou sua carreira ontem, "Umbigobunker?!" é o quinto disco de estúdio do cantor e compositor, que já acumula 11 anos de trajetória fonográfica. "Antes disso eu fiz o circuito de casas noturnas de São Paulo tocando covers com minha banda, que se chamava Synchro", conta "Foi um período muito importante, uma escola" O novo álbum foi produzido por Antonio "Moggie" Canazio (experiente engenheiro d som radicado nos EUA, responsável por clássicos de Maria Bethânia, entre tantos), em Los Angeles, e a ficha técnica conta com nomes de peso como o baterista Vinnie Colaiuta (Jeff Beck) e o tecladista Jamie Muhoberac (Fletwood Mac). Maria Gadú participa de "Do Nada Me Jogaram Aos Leões", uma das 12 faixas do CD, que se mantém fiel ao rock com acento pop dos trabalhos anteriores do carioca. Avaliando sua trajetória discográfica, ele diz: "Eu percebo os discos como fotografia de uma época. Eu nunca fui atrás de tendências e modismos. Busquei ser sincero." Jay conta que sua mãe, Jane Duboc, acabou de gravar um disco com músicas dele. "Um privilégio ter minha mãe, uma grande cantora, cantando as minhas canções"
FONTE: Revista Billboard ed.22 Agosto/2011;

ALINE MUNIZ - Onde Tudo Faz Sentido

Como é de praxe, novas cantoras brotam a cada dia. A oferta é enorme e muitas nem serão ouvidas, para a infelicidade delas. Por outro lado, algumas têm pedigree e mesmo escorregando em alguns clichês conseguem sobressair. Aline Muniz, por exemplo, tem uma mãe ilustre, Angelina Muniz, conhecida atriz. Aline não é exatamente novata – o seu primeiro trabalho saiu há três anos. De voz pequena, sabiamente não envereda por sambas ou aventuras rítmicas. O melhor do disco são as baladas orquestradas, com muitos violoncelos e pianos semiclássicos misturados a violões, como pode ser ouvido em “Penso em Você”. Mas tem espaço para a MPB pop e até country em “Pesadelo”.
FONTE: Revista Rolling Stone ed.59 Agosto/2011;

WANESSA - DNA

Extremamente profissional e uma espécie de operária do meio artístico, Wanessa tem o mérito de ter se reinventado. Hoje, ninguém mais a associa a seu passado de baladas derramadas. Com DNA, seu sétimo álbum de estúdio, ela segue em sua persona de diva dançante entrando de cabeça no pop eletrônico sacolejante, com letras em inglês e produção (a cargo do brasileiro Mister Jam) que não fica nada a dever às divas gringas como Britney Spears e Ke$ha. Em “Sticky Dough”, “Falling for U”, “Worth It”, “Murder” e na romântica “It’s Over”, a produção caprichada salta à vista e os habitués das pistas de dança vão agradecer.
FONTE: Revista Rolling Stone ed.59 Agosto/2011;




Para quem adora se soltar na pista de dança, inventando passinhos e tudo mais, sendo a música rápida ou lenta, esse cd é um prato cheio. Tem canções dançantes de todos os ritmos, de Depeche Mode e Information Society a Lady gaga. Destaque para "High", que parece ter vindo das boates dos anos 80.
FONTE: Jornal Extra, segunda-feira, 05 de setembro de 2011;

JOSS STONE - LP1

Joss Stone está em busca da liberdade artística e criativa desde 2007, quando lançou seu terceiro disco, Introducing Joss Stone. Ela saiu da EMI e ficou livre de certas amarras artísticas, lançando agora o
novo trabalho por seu próprio selo (apropriadamente chamado Stone’d Records, com distribuição da Sony). Mas, em termos sonoros, pouco mudou. Isso significa dizer que a bela inglesinha continua a fazer suas canções que tangenciam a soul music mais genérica. Para este novo álbum, Joss recrutou o ex-Eurythmics Dave Stewart, uma velha e felpuda raposa de estúdio, mas talvez necessária neste momento da carreira de Joss. Dave sacou logo de cara que o elemento natural do disco é o pop com base no R&B mais tradicional, mas que também pode comportar blues, country, folk e mesmo soul. Dessa forma, Stewart conduz Joss para terrenos em que seu approach soa mais verdadeiro e sincero, com bons resultados no geral. A climática abertura com “Newborn” traz algo que poderia ser de Sheryl Crow; a bela “Drive All Night” é um bom exemplo de como a voz de Joss pode soar sem os tradicionais malabarismos vocais que tanto atrapalham as cantoras que querem provar que “cantam bem”. A predominância de baladas entre as dez canções do álbum, como “Boat Yard”, “Landlord” e “Last One to Know”, mostram que Joss está mais madura e meditativa, mas isso não significa que LP1 seja um disco chato ou ruim.

FONTE: Revista Rolling Stone ed.59 Agosto/2011;

BOB DYLAN - In Concert, Brandies University 1963

Musicalmente, não há o que contestar, o CD deixa a desejar, mas, como registro, é imperdível. O disco traz uma apresentação de Bob Dylan, desconhecida, de 1963. Até a voz do apresentador do show aparece anunciando o cantor. O violão e a gaita já estão lá acompanhando o artista.
FONTE: Jornal Extra, segunda-feira, 15 de agosto de 2011;

SIMPLY RED - Farewell, Live In Concert At Sydney Opera House

Gravado em outubro do ano passado, na Austrália, o show da turnê da despedida da banda pop inglesa virou CD e DVD. Hits como "If You Don't Know Me By Now", "Come To My Aid", "For You Babies" e "Stars" estão no repertório, para alegria dos fãs de Mick Hucknall e cia.
FONTE: Jornal Extra, segunda-feira, 15 de agosto de 2011;